Ministro negou que isto possa atrapalhar o apoio da bancada ruralista em causas tidas como fundamentais pelo governo, como o marco fiscal, a Reforma Tributária e as 12 Medidas Provisórias (MPs) pendentes
— Eu condeno veementemente qualquer ato que dafinifique áreas e processos produtivos. Não é a melhor forma de lutar para qualquer coisa. Temos outros instrumentos para as mais variadas lutas. É muito importante a agricultura familiar, viabilizar economicamente os assentamentos rurais que nós temos, melhorar a qualidade de vida nesses territórios, porque boa produção da agricultura familiar significa comida saudável na mesa do nosso povo — afirmou.
Pela manhã, a Embrapa repudiou a invasão. Segundo nota divulgada pelo órgão, a ação "atingiu áreas de preservação da Caatinga, comprometendo a vida de animais ameaçados de extinção". A postura crítica é um aceno do governo ao movimento ruralista, que vem criticando a falta de um posicionamento de Luiz Inácio Lula da Silva sobre a escala de invasões promovidas pelo MST, chamada de "abril vermelho".
Na texto publicado em seu site, a Embrapa Semiárido afirma que as terras são produtivas e que tomará as "medidas cabíveis para solucionar a situação".
"Neste momento, a invasão à área da Embrapa já está trazendo danos à condução de seus trabalhos e ao planejamento da execução de projetos e ações de pesquisa, que incluem parceiros com quem temos estabelecido avanços de cooperação que repercutirão em resultados de alto potencial de adoção junto aos produtores do Semiárido", afirma o texto.
Desde o início do mês, o MST já ocupou nove fazendas em Pernambuco, incluindo o terreno da Embrapa. As ações no estado causaram apreensão na governadora Raquel Lyra , que se reuniu com um grupo de representantes do MST, na noite desta segunda-feira, no Palácio do Campo das Princesas.
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