Opinião | Gustavo Freire Barbosa, mestre em direito constitucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, escreve sobre a máquina de fake news do governo Bolsonaro, que não está sob a proteção da liberdade de expressão
O centro nervoso dessa estrutura se encontra no gabinete do ódio, que opera há poucos metros do gabinete presidencial. A CPMI das fake news identificou que ele conta com um núcleo político, responsável por escolher os alvos, um núcleo operativo, produtor do material de ódio e ataque à honra dos escolhidos, e um núcleo financeiro, que banca essa operação.
Esse esquema é também sustentado com dinheiro privado. Os primeiros sinais surgiram ainda na campanha de 2018, onde ocorreu o famoso diálogo entre os empresários Luciano Hang – denunciado à época em matéria da Folha de S. Paulo assinada por Campos Mello por pagar ilegalmente pacotes de Whatsapp contra o candidato Fernando Haddad – e Mario Gazin, que defendeu a liquidação da fatura no primeiro turno para que não precisassem gastar mais dinheiro.
É claro que não há espontaneidade nisso tudo. Existe, no mínimo, crime eleitoral, usado em larga escala para influenciar os resultados do pleito de 2018 segundo o manual Steve Bannon/Cambridge Analytica, que têm no seu currículo a eleição de Trump e a aprovação do Brexit no parlamento inglês.
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