Coluna | É muito sintomático que, além da urgência e da gravidade dos fatos, sejam as imagens de duas garotas que tenham captado a atenção do público. por henrique_balbi
, Luiz Fernando Vianna condensou num parágrafo a gravidade do fato, devidamente contextualizado: “A Ágatha de sexta-feira é o Kauê Ribeiro dos Santos, 12 anos, de 7 de setembro; é o Kauã Rozário, 11 anos, de 16 de maio; é o Kauan Peixoto, 12 anos, de 16 de março; é a Jenifer Cilene Gomes, 11 anos, de 14 de fevereiro. A morte de uma criança por bala de fuzil é medonha; as mortes de várias são estatísticas.
Ágatha gostava de jogar xadrez. Na foto, o tabuleiro que usava no Centro Educacional Rodrigues Silva Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo Não escapou a Vianna, como não deveria escapar a ninguém, o racismo que permeia toda a história. Ele está, por exemplo, no silêncio, na demora, no descaso e no cinismo das manifestações oficiais a respeito da morte de Ágatha, seja do governo de Witzel, seja da própria Polícia Militar, seja do governo de Bolsonaro, que fez sua carreira política na cidade e no estado do Rio de Janeiro.
Há a dimensão simbólica, claro, que o compartilhamento de fotos e a indignação frente à notícia carregam. Evidentemente, é preciso tornar pública nossa oposição às ideias e às figuras políticas que produzem operações assassinas, genocidas. Mas ainda mais urgente é o fato de que há crianças, adultos, vidas em risco.
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