O Amazonas, onde Dom Phillips e Bruno Pereira foram mortos, foi o que mais desmatou no mês passado, segundo dados do Imazon. Pesquisador afirma que o estado é a nova fronteira de destruição da Amazônia
Uma nova fronteira de destruição da floresta se instalou no estado do Amazonas, onde foram assassinados o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira. Em maio passado, o estado foi o que mais desmatou a Floresta Amazônia, com a supressão de 1.476 km² de mata nativa - o equivalente a 38% da destruição ocorrida no último mês e 44% do acumulado este ano.
O Arco do Desmatamento na Amazônia avançou nos anos 2010, numa área de 500 mil km² de floresta que abrange o leste e sul do Pará e avança para o Oeste do estado, passando por Mato Grosso, Rondônia e Acre. A segunda etapa alcançou o Oeste paraense, na região conhecida como Terra do Meio. Agora, atinge o Amazonas.
Sem que haja um novo plano de desenvolvimento, com o abandono da área a invasores e criminosos, a destruição da floresta avança e deixa rastro de sangue. O pesquisador alerta que o desmatamento pode aumentar ainda mais nos próximos meses e bater novos recordes. Além do cenário de desproteção da floresta, segundo ele, a seca e as eleições devem agravar a situação.
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