Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) e preso no caso de fraudes do Banco Master, deverá entregar em junho os anexos de sua delação e apontar o "caminho do dinheiro" no Brasil e exterior. A colaboração pode revelar informações sobre figuras importantes e uma operação financeira de R$ 12,2 bilhões.
Caso Master: ex-presidente do BRB deve entregar anexos de delação em junho e apontar caminho do dinheiro no Brasil e no exteriorO ex-presidente do Banco de Brasília , Paulo Henrique Costa , deve entregar em junho os anexos de sua delação no caso de fraudes do Banco Master.
Um acordo de confidencialidade será assinado, e Costa indicará o"caminho do dinheiro" no Brasil e exterior. A colaboração pode revelar informações sobre figuras importantes e uma operação de R$ 12,2 bilhões. Costa busca colaborar com a investigação desenvolvendo um programa de IA para mapear comunicações relevantes. O Irineu é a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores.
Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas. O ex-presidente do Banco de Brasília Paulo Henrique Costa, preso na investigação envolvendo fraudes do Banco Master, deve entregar os anexos de seu acordo de delação em junho.
Pessoas a par das negociações feitas na Procuradoria-Geral da República , com participação também da Polícia Federal , apontam que um acordo de confidencialidade que precede a entrega da delação já deve ser assinado na próxima semana, e que em meados de junho os anexos da delação devem ser entregues. Um acordo de colaboração premiada é um meio de obtenção de prova e deve prever, dente outros pontos, a confissão de crime por parte do investigado, além do pagamento de multa.
Em troca da ajuda, a pena imposta é reduzida. Após a entrega dos anexos, as informações fornecidas por Paulo Henrique ainda passarão por checagem dos investigadores. Somente depois dessa etapa o acordo poderá ser homologado, caso os dados apresentados sejam considerados relevantes.
Investigadores têm ressaltado que as apurações estão avançadas e que figuras interessadas em colaboração, incluindo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, deverão entregar informações novas que de fato colaborem com o trabalho da polícia, como a indicação de recursos no exterior. No caso de Paulo Henrique, conversas preliminares assinalam que ele deve indicar o "caminho do dinheiro" no Brasil e no exterior.
A investigação aponta para a existência e uma organização criminosa concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB. Conforme apuração, uma operação financeira de R$ 12,2 bilhões arquitetada pelo banco público e o Master ocorreu por “pura camaradagem” como “tentativa de abafar a fiscalização” feita pelo Banco Central .
Paulo Henrique, na condição de presidente do BRB, também poderia ter informações sobre as figuras envolvidas na tentativa de compra do Master pelo banco público. Espera-se que o ex-presidente do BRB entregue informações relevantes envolvendo grandes autoridades do Distrito Federal. Após início das conversas envolvendo uma delação premiada, Costa foi transferido do Complexo Penitenciário da Papuda para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, prisão conhecida como "Papudinha".
A área é tradicionalmente reservada para policiais e militares condenados e outras autoridades. As celas do local são maiores e as regras são mais flexíveis. Vorcaro está na superintendência da PF no DF. Na Papudinha, Paulo Henrique tem estudado o seu processo e escrito com muita frequência.
Antes de ser preso, ele costumava andar para cima e para baixo em Brasília com uma pasta de couro, recheada de documentos, e já vinha se preparando para prestar um novo depoimento à PF. Ele dizia que não tinha o que delatar, porque era apenas uma peça de uma engrenagem maior, mas que estava disposto a colaborar com os investigadores.
Para ajudar os delegados da PF, o ex-presidente do BRB estava até desenvolvendo um programa de Inteligência Artificial para localizar, por temas e personagens, todas as mensagens que guardava em seu celular. As conversas de WhatsApp variavam desde contatos com diretores do Banco Central até trocas com Daniel Vorcaro, dono do Master, e o ex-governador Ibaneis Rocha.
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