Artigo | Norte-americanos nem precisam de uma sofisticada rede de espionagem para tomar o que é nosso. Por Walfrido Warde Jr.
“A Amazônia não pode ser esquecida. Temos muitas riquezas. Gostaria muito de explorá-las junto com os EUA” foi o que redarguiu o presidente do Brasil quando o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, lhe disse de sua preocupação sobre o tema. É o aperitivo do documentárioFiquei com a impressão de quepretendeu subornar os norte-americanos.
O combate puramente repressivo à corrupção, que não se interessa em atacar as suas causas, liderado por um magistrado de primeiro grau de jurisdição, levou ao expurgo da “velha política”, à marginalização de políticos e de partidos envoltos no lamaçal. Abriu as portas à demonização da pauta progressista, sob a memória, inconsciente e generalizante, de que, de algum modo, relacionava-se com a corrupção.
Somos quase 40 milhões de desempregados e de precarizados, à mercê do assistencialismo de última hora do propalado governo liberal de Jair Bolsonaro. E muitos de nós ainda acreditam que o desmantelamento do País decorre mais da corrupção do que de seu combate atabalhoado e inconsequente. Boa parte ainda culpa a “velha política” e acredita que a “nova”, sob a liderança de Bolsonaro, será capaz de nos salvar.
O garimpo é mecanismo indutor do fato consumado. Destrói a cobertura vegetal e o relevo, polui com mercúrio os rios, mata a fauna e a flora e, ao fazê-lo, em meio à prostituição, ao tráfico de drogas e à violência desenfreada, exige uma intervenção estatal para o erradicar por meio da sua substituição pela mineração empresarial mecanizada, o mais das vezes sob controle estrangeiro.
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