Pesquisa recente aponta 48% de apoio a Lula, 47% de desaprovação, mantendo aprovação na mesma linha do mês passado. Estabilidade regional, especialmente no Nordeste, e variações nos grupos jovens e independentes mostram que a polaridade populacional persiste.
Gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua em cenário de estabilidade parcial segundo última pesquisa de opinião divulgada nesta quarta-feira. A pesquisa, realizada entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, contou com 2.004 entrevistas e mostra que 48% dos brasileiros aprovam a atual administração, enquanto 47% desaprovam, indicando uma diferença de apenas um ponto percentual.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95,0%. Esses números mantêm a linha de aprovação observada na rodada anterior, que havia registrado 47%. Em comparação, há um ano a taxa de desaprovação era de 51% - hoje caiu para 47 % - e o índice de aprovação subiu de 46% para 48%. Em agosto a variação ficou estagnada, com os resultados praticamente inalterados em relação ao mês anterior.
Em ambos os períodos, 5% dos entrevistados não souberam ou recusaram responder à pergunta sobre opinião sobre o governo. Dentro do panorama regional, o Nordeste apresentou a maior aprovação, com 66% de eleitores afirmando apoiar o presidente, enquanto apenas 29% desaprovaram. Em julho esses números eram 61% e 35%, respectivamente, indicando uma leve elevação na positivação do apoio na região.
Já no Sudeste, as diferenças entre aprovação e desaprovação ficaram dentro da margem de erro, alterando de 50% para 52% e de 44% para 42%, respectivo, enquanto no Sul a desaprovação manteve 58%, com a aprovação caindo de 37% para 35%, ainda dentro da faixa de variação permitida pelos 2% de erro. Dos grupos de idade, a faixa dos 16 a 34 anos, que recentemente ganhou a primeira vez em que o índice positivo numericamente eclipsou o negativo, voltou a inverter a tendência neste levantamento.
Em julho o presidente havia sido aprovado por 48% e desaprovado por 46% dos jovens, mas agora a aprovação foi de 47% e a desaprovação de 48%. A mesma dinâmica se constatou nas faixas etárias de 35 a 59 anos. Os eleitores independentes, em um grupo que antes tinha 45% de aprovação e 45% de desaprovação em junho, agora apresentam 42% de aprovação e 47% de desaprovação, uma mudança dentro da margem de erro de quatro pontos percentuais.
Quanto à avaliação global da gestão de Lula, 36% dos entrevistados consideram positivamente o governo, 36% a classificam como negativa, e 26% a describem como regular. No levantamento anterior, os números eram 39%, 31% e 27%, mostrando leve melhora na percepção positiva. No que tange as intenções de voto para as eleições 2026, Lula mantém a liderança, com 39% das intenções de voto, atrás apenas de 30% atribuídas ao candidato Flávio Bolsonaro.
Em junho o presidente vinha com 40% e Flávio 28%. Entre os candidatos que ainda não faturaram, quatro pré-candidatos - Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) - não registraram presença na pesquisa. Dez por cento dos eleitores se apresentam como indecisos, enquanto 8% ainda afirmam votar em branco, nulo ou não vá votar.
Em relação à escolha definitiva, 69% dos brasileiros já firmam decisão em seu voto, aumentando quatro pontos percentuais de comparação com 65% do levantamento anterior. A parcela que declara poder mudar de voto hoje descende de 35% em meados de julho para 31% neste momento. No cenário de segundo turno, Lula aparece como a forte favorita contra Flávio Bolsonaro, vencendo 44% das intenções de voto contra 39% de Bolsonaro.
Tais resultados representam ganho para Flávio no cenário de oposição, que antes recebia 45% e 37%. Os dados da pesquisa também mostraram que, se o pleito fosse realizado hoje, Lula superaria pelos dois votantes complementares - Caiado e Zema - nas duas formas de competição direta, obtendo 45% contra 37% e 46% contra 34%, respectivamente.
Contudo, os valores permanecem dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O senador, candidato de grande força de oposição, foi rejeitado em 54% das respostas, um recuo de três pontos percentuais desde a última divulgação. Lula persiste como a figura mais rejeitada, com 52% de rejeição, enquanto Flávio ocupa a segunda posição mais rejeitada, diante de 55% dos eleitores que avaliam negativamente o candidato.
Esses resultados sugerem que a nota de reputação de Lula pode apresentar variações nos próximos meses, mas o universo de eleitores ainda não apresentou seu
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