Projeto deve ser enviado para Prefeitura na próxima semana. Prefeito tem 15 dias para sancionar ou não G1
O Projeto de Lei 45/16, que proíbe o tradicional arrastão na quarta-feira de cinzas do carnaval de Salvador por conta da quaresma e foi recentemente aprovado pela Câmara de Vereadores, prevê uma multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento da determinação por artistas, grupos musicais ou quem organizar o arrastão.
O G1 teve acesso ao documento nesta quinta-feira e detalha pontos importantes. Segundo o texto, de autoria do vereador Henrique Carballal , nos últimos anos, a festa impediu a realização da missa que abre a preparação para a páscoa cristã ao causar o fechamento das igrejas localizadas no percurso dos foliões.
"Eu estou sentida com essa notícia que a Câmara de Vereadores decidiu não haver mais arrastão. Não consigo compreender essa decisão, sendo a cidade tão diversa, com uma população que tem muitas crenças e em um país laico. Então, eu gostaria de lembrar que [o arrastão] também se tornou um momento em que as pessoas que trabalham durante o carnaval têm para se divertir.
"Nós estamos aprovando o projeto, não pelo motivo que foi colocado, mas, sem dúvida, ele vai dar uma condição de conforto aos moradores. Porque o carnaval deveria acabar na terça-feira" Tradicional em Salvador, o arrastão foi criado em 1995 pelo cantor Carlinhos Brown. A festa surgiu inicialmente para possibilitar que as pessoas que trabalhassem no carnaval pudessem curtir após a festa. No entanto, ao longo dos 24 anos de existência, o evento agregou os foliões, que esperam para aproveitar até o final.
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