Por que Suprema Corte dos EUA pode proibir raça como critério para admissão em universidades
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Para ambos, apesar de as ações afirmativas serem uma questão de justiça racial, seu uso em universidades beneficia alunos de todas as raças e "é crucial para formar um corpo diversificado de profissionais para atuar em uma sociedade global e pluralista". "Um dos desafios que temos é que as universidades estão buscando uma suposta diversidade de cor da pele. Nós não podemos olhar para a cor da pele. Devemos olhar para as capacidades e como podem contribuir por seu mérito", afirmou Chin.
Em uma das ações movidas em 2014, representando candidatos de origem asiática rejeitados por Harvard, a SFFA acusou a universidade, uma das mais prestigiosas do país, de discriminação e de violar os direitos civis desses estudantes, que estariam sendo penalizados por sua raça e perdendo a vaga para alunos brancos, negros e latinos menos qualificados.
Advogados de Harvard ressaltam que o sistema de admissões da instituição é considerado modelo e foi elogiado pela Suprema Corte em uma decisão de 1978, que proibiu o uso de cotas, mas permitiu que universidades considerem a raça dos candidatos entre os critérios de seleção, como modo de assegurar diversidade.
Ambas as universidades receberam decisões favoráveis da Justiça em instâncias inferiores. A SFFA apelou e, em janeiro deste ano, a Suprema Corte anunciou que aceitaria analisar os dois casos.
Entre a própria comunidade de origem asiática, no centro da ação contra Harvard, não há consenso sobre o tema. Os autores das ações judiciais são criticados por alguns por supostamente explorar estudantes asiáticos para avançar uma agenda que prejudicaria o interesse de minorias raciais. "E, por extensão, queremos desafiar a noção de que a raça deve determinar as admissões não apenas no ensino, mas também em outras áreas."O uso de ações afirmativas nos Estados Unidos remonta aos anos 1960, auge do movimento de luta pelos direitos civis.
Bakke argumentava que o sistema de cotas era inconstitucional e violava a Lei dos Direitos Civis de 1964. Em sua decisão, a Suprema Corte concordou que cotas raciais numéricas violavam essa lei. Mas os juízes permitiram o uso de ações afirmativas em determinadas circunstâncias, nas quais a raça dos candidatos é considerada ao lado de vários outros critérios, com o objetivo de promover diversidade no corpo estudantil.
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