'É irracional pensar que outro país deveria nos proteger': após décadas se apoiando na ideia de 'proteção' dos EUA, a Coreia do Sul agora quer armas nucleares
Escondido na sala privada de um restaurante subterrâneo em Seul, um grupo heterogêneo de sul-coreanos se reúne em um almoço clandestino. Entre os presentes estão políticos, cientistas e militares, algumas cujas identidades são muito sensíveis para serem reveladas.
Desde então, a situação geopolítica mudou drasticamente. A Coreia do Norte está construindo armas nucleares cada vez mais sofisticadas que podem atingir cidades em diversos pontos dos EUA, e muitos agora se perguntam se Washington ainda sairia em defesa da Coreia do Sul. Se, dentro de seis meses, Kim não concordasse em discutir o fim de algumas de suas armas, Seul começaria a construir suas próprias. Cheong argumenta que isso reduziria a probabilidade de uma guerra nuclear na península coreana, já que Kim teria menos probabilidade de atacar, sabendo que o Sul poderia contra-atacar.
Em 2016, o então presidente Donald Trump acusou a Coreia do Sul de usufruir gratuitamente das forças americanas. Ele ameaçou fazer Seul pagar pelas tropas americanas em seu solo, ou então ele as retiraria. O medo dessas palavras não diminuiu com o tempo entre os sul-coreanos. Um número crescente deles — cientes de que as promessas dos EUA dependem do presidente da ocasião — agora são a favor da construção da bomba.
Agora ele se preocupa não apenas com a Coreia do Norte, mas também com a China. "Estamos cercados por essas grandes potências e pisando em ovos ao redor delas. Para sermos competitivos, precisamos ter armas nucleares." No início deste mês, estacionou um gigantesco porta-aviões movido a energia nuclear no porto de Busan, no sul da Coreia do Sul. Mas, para frustração dos formuladores de políticas dos EUA, tais gestos tranquilizadores parecem não estar mais funcionando.
Seul está pressionando para se envolver mais no planejamento e na execução do uso nuclear. Isso pode significar ter armas nucleares dos EUA posicionadas na Coreia do Sul, ou ter um acordo de compartilhamento nuclear, semelhante ao da Europa, onde a Coreia do Sul pode usar armas dos EUA em caso de guerra. Uma opção menos drástica seria criar um grupo conjunto de planejamento nuclear.
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