Em 2019, cinco crianças foram mortas durantes ações policias; familiares reclamam de falta de assistência do estado
Placa de protesto organizado pela ONG Rio da Paz pela morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos não compareceram à audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado nesta quinta-feira, 26, para discutir a morte de crianças em ações policiais. A presidente da Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso, deputada Rosane Felix , que convocou a reunião, considerou a ausência “inaceitável”.
As famílias das cinco vítimas foram convidadas para participar da audiência. O pai de Kauã Rosário e a mãe de Jenifer Cilene Gomes ouviram pedido de desculpas da superintendência estadual de Direitos Humanos pela “ausência” do governo do Rio de Janeiro. As investigações das mortes de Jenifer e Kauã, de 11 anos, de Kauê Ribeiro e Kauan Peixoto, de 12 anos, e a de Ágatha ainda não foram concluídas.
“Tudo aconteceu muito rápido, eu comecei a ouvir disparos de tiros, pedi para que ela entrasse no bar e foi aí que ela me disse que tinha sido atingida. Comecei a pedir socorro e demorou até os policiais que estavam à paisana pararem de atirar. Eles alegarem que estava tendo confronto, mas a rua estava vazia. Desde que perdi a minha filha, não tive nenhuma ajuda do estado”, afirmou Katia Cilene, mãe da Jenifer, durante a audiência.
O pai de Kauã também relatou que o estado não está prestando nenhuma assistência à família. “Foi uma covardia o que fizeram com o meu filho”, concluiu. O garoto estava andando de bicicleta quando foi atingido por uma bala perdida na Vila Aliança, em Bangu, durante um tiroteio que deixou um homem morto. Kauã teve morte cerebral. O pai, entretanto, disse que não havia confronto no momento do crime.
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