Coordenadora do NetLab, da UFRJ, defende a necessidade de um marco regulatório para combater fake news e discursos de ódio
Fundado e liderado pela doutora em Ciência da Informação pela UFRJ Rose Marie Santini, o grupo tem se dedicado a investigar as implicações de propagandas, fake news e automação de conteúdos presentes, principalmente, nas gigantes da internet, como Google, Facebook e Twitter. Segundo ela, ao longo da última década, o mercado das redes sociais no Brasil cresceu em ritmo vertiginoso.
Através de relatórios, levantamentos e publicações acadêmicas, o NetLab vem apontando falhas nas estruturas das big techs. Os pesquisadores vêm relatando que essas redes possuem ecossistemas que favorecem a disseminação de discursos de ódio, desinformação, negacionismo climático e contra vacinas, além de extremismo de direita.
Apenas nos últimos dois anos no Twitter, por exemplo, o grupo coletou dados de 1,07 bilhão de tuítes entre 2,6 milhões de perfis analisados. No WhatsApp, são 802 grupos monitorados, com mais de 153 milhões de mensagens. Em publicidade na Meta já foram mais de um milhão de anúncios analisados. No total, o NetLab armazena mais de 50 terabytes de dados — o que equivale a baixar mais de dez milhões de arquivos de música, por exemplo.
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