Economia e pandemia estão no topo das preocupações das brasileiras — e cerca de 40% admite que, daqui até outubro, sua escolha nas urnas pode mudar
OLHO NO FUTURO - Nova atitude: em maioria de 53%, as eleitoras podem definir a disputa presidencial - Colin Anderson/Getty ImagesAo longo da história das eleições, o voto das mulheres sempre foi considerado um artigo de segunda categoria. No Brasil, só foi autorizado há exatos noventa anos e, sendo política coisa de homem, o costume durante muito tempo era seguir a escolha dos pais e dos maridos.
A importância das eleitoras é sabida e a corte às mulheres tem marcado as pré-campanhas em manifestações de diversos formatos.
COMO REZA A BÍBLIA – Evangélica de vertente tradicional, Aneria Pereira, 79, de Goiânia, abraça a agenda conservadora e se alinha à cartilha bolsonarista. Sexo, para ela, só depois do casamento. “Jamais votaria em alguém que defende o aborto”, afirma. – //Arquivo pessoal PESANDO PRÓS E CONTRAS – Beneficiária do Auxílio Brasil, a diarista Maria da Conceição de Souza, 42, e o marido, hoje desempregado, vivem em João Pessoa e veem sua renda ser engolida pela inflação. Ela ainda não crava o voto. “Vamos ver quem está disposto a fazer mais por nós”, diz. – //Arquivo pessoal