Caso seja aprovado, projeto de lei inviabilizará a realização do evento em vias públicas, como ocorre há quase três décadas
Liberdade para odiar e proibir Caso seja aprovado, projeto de lei inviabilizará a realização do evento em vias públicas, como ocorre há quase três décadasA Parada do Orgulho LGBT de São Paulo surgiu há 30 anos na Praça Roosevelt, mas já na primeira edição teve uma superlotação e foi transferida para a Avenida Paulista no ano seguinte, onde é realizada desde então.
Porém, em 2026, o evento se tornou alvo de um projeto de lei que visa inviabilizar que ele aconteça em vias públicas. O verador Rubinho Nunes apresentou um PL que tem como intuito proibir que menores de idade participem de eventos que"façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+", mesmo que estejam acompanhados dos responsáveis.
Liberdade para odiar e proibir O texto pede que seja proibida a interdição de vias públicas para esse tipo de evento, que deveria passar a ser realizado apenas em locais fechados onde é possível controlar a entrada do público. Na prática, isso impediria a Parada do Orgulho LGBT de acontecer na Avenida Paulista e em qualquer outra rua ou avenida de São Paulo.
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto em primeira votação no último dia 20 de maio, mas o texto ainda precisa ser discutido em plenário mais uma vez e, se aprovador, dependerá da sanção do prefeito Ricardo Nunes para se tornar lei. Ciente da movimentação e do que o projeto de lei pode provocar se for aprovado, a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo enxerga a proposta como inconstitucional.
"Ela levanta preocupações em relação a direitos constitucionais ligados à livre manifestação, à convivência familiar e à ocupação democrática do espaço público. Ainda assim, reafirmamos que a Parada SP completa 30 anos em 2026 e seguirá nas ruas, ocupando esse espaço como território de cidadania, diversidade e liberdade para todas as pessoas", diz o comunicado.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão A visão da associação é compartilhada por quem frequenta a Parada e vê nela um espaço de se manifestar e se encontrar com pessoas semelhantes. Esse é o caso de Thamirys Nunes, mãe de uma menina trans de 11 anos e fundadora da ONG Minha Criança Trans.
, ela defende que a Parada do Orgulho é frequentada todos os anos por famílias com crianças de"forma consciente e responsável" e que esse espaço não oferece riscos a menores de idade.
"Quando se tenta proibir a presença de crianças, a mensagem que se transmite é que a diversidade deve ser escondida da sociedade. E isso é um equívoco. Nenhuma criança se torna LGBTI+ por participar de uma Parada. O que ela aprende é algo muito mais importante: respeito às diferenças, convivência e cidadania.
Como mãe de uma criança trans, acredito que proteger crianças é enfrentar as violências reais que elas sofrem, e não transformar a diversidade em ameaça", diz Thamirys. Regiani Abreu, presidente da ONG Mães pela Diversidade, concorda com a visão de Thamirys e defende que a Parada também permite que ela e outros pais vejam que não estão sozinhos e que há muitas outras famílias com crianças e adolescentes LGBTQIA+, convivendo com respeito e amor.
"A Parada, para nós, sempre representou um espaço de esperança. Encontrar tantas pessoas celebrando quem são, ocupando as ruas com orgulho e reivindicando direitos, nos enche de esperança. É um espaço que fortalece vínculos, que mostra para as novas gerações que não é necessário viver no armário, que mostra para pais e mães que é possível acolher seus filhos com afeto e alegria.
" Um dos argumentos usados por quem defende que a Parada seja impedida de acontecer em locais públicos é que o evento poderia influenciar crianças e adolescentes a ser LGBTQIA+, uma ideia que não tem qualquer respaldo e para o qual Thamirys tem uma resposta na ponta da língua. "Identidade de gênero e orientação sexual não são algo que se aprende, se copia ou se adquire por frequentar um evento.
Se fosse assim, não existiriam pessoas LGBTI+ que cresceram em famílias conservadoras, estudaram em escolas tradicionais e passaram a vida inteira cercadas por referências heterossexuais e cisgêneras. A Parada não transforma ninguém em LGBTI+. O que ela faz é mostrar que pessoas LGBTI+ existem e merecem respeito", conclui a ativista. Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.
Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Um padeiro de Zaragoza, na Espanha, foi preso por fabricar clandestinamente 69.300 pães na padaria onde trabalhava, para vendê-los com um cúmpliceLuciano Hang ironiza PEC do fim da escala 6x1 e defende jornada 4x3: 'Se for para quebrar o Brasil, que seja rápido'Sem chips, sensores ou software: há 80 anos, alguém fez um furo nas mangueiras que economizou milhões de litros de gasolina'Era melhor deixar o samba morrer': Alcione e Belo cantam Hino Nacional antes de jogo do Brasil e web detona performances.
'Vexame''Voltei cheia de droga no corpo': ex-mula do tráfico perdeu filho para o vício e virou símbolo de superação após ser notada por MadonnaSP: mãe de mulher arrastada por 1 km na Marginal Tietê revela que filha acordou do coma antes de morrer
Brasil Últimas Notícias, Brasil Manchetes
Similar News:Você também pode ler notícias semelhantes a esta que coletamos de outras fontes de notícias.
Madonna faz vídeo sensual para festejar chegada do Mês do Orgulho | CelebridadesCantora apareceu com seios a mostra em registro nas redes sociais
Consulte Mais informação »
Corpus Christi, Marcha Para Jesus e Parada LGBT+ movimentam R$ 166 mi no turismoDe acordo com dados da Fhoresp, os megaeventos e o feriado prolongado devem ser responsáveis por aquecer o setor hoteleiro no estado de São Paulo
Consulte Mais informação »
Madonna anuncia versão de 'Confessions II' em homenagem ao Mês do OrgulhoRainha do pop celebra chegada do mês do orgulho com anúncio sobre versão exclusiva de seu novo projeto
Consulte Mais informação »
Gil do Vigor critica proibição de menores na Parada do Orgulho LGBT+ | CelebridadesEconomista abordou o tema no programa 'Papo de Segunda', do GNT
Consulte Mais informação »




