Relatório da ONU aponta envolvimento direto de autoridades israelenses em ataques de colonos contra palestinos, com apoio financeiro e militar, e constata também crimes de guerra cometidos pelo Hamas contra civis. As investigações sobre esses atos frequentemente não resultam em punições, segundo o documento.
Máquinas pesadas demolem casa palestina perto de Hebron, na Cisjordânia ocupada por Israel 8 de junho de 2026 | Reprodução Mussa Qawasma Reuters Autoridades israelenses estão diretamente envolvidas em ataques de colonos que mataram, feriram e deslocaram palestinos na Cisjordânia ocupadaautoridades israelenses possibilitaram os ataques de colonos por meio de apoio financeiro e militar, em um ambiente de impunidade reforçado por órgãos judiciais e de aplicação da lei.
O documento também apontou que o grupo militante palestino Hamas cometeu crimes de guerra contra palestinos e israelenses. Os investigadores afirmam que os ataques de colonos israelenses a vilarejos palestinos e áreas agrícolas cresceram desde 2023, com aumento de 130%, incluindo incidentes envolvendo grupos de agressores mascarados. Segundo o relatório, forças de segurança israelenses acompanhavam rotineiramente os colonos e atuavam como uma espécie de escudo para a violência.que violam o protocolo militar e são investigados.
Grupos de direitos humanos israelenses e palestinos afirmam que essas investigações raramente resultam em punições. Centenas de milhares de colonos israelenses vivem entre milhões de palestinos em territórios conquistados por Israel na guerra de 1967. A maioria dos países considera esses assentamentos uma violação do direito internacional, posição confirmada em uma decisão de 2024 da principal corte da ONU. Israel contesta essa avaliação, citando laços históricos e bíblicos com a região.
Pelo menos 832 palestinos ficaram feridos no ano passado, com registros de ataques quase diários se estendendo até 2026, segundo as Nações Unidas.
“A crescente participação das forças de segurança israelenses nos ataques de colonos equivale a um colapso de fato da distinção entre colonos e soldados”, conclui o relatório. O relatório também manifesta preocupação com os graves abusos documentados na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas.
A investigação constatou que forças ligadas ao Hamas estiveram envolvidas em pelo menos 60 dos 249 casos documentados de execuções e violência física grave entre 2024 e 2025 , incluindo espancamentos com tubos de metal e fraturas, sob alegações de colaboração com Israel ou saques de ajuda humanitária. Em dois casos, 11 homens foram executados publicamente. A comissão afirma que esses atos configuram crimes de guerra e violações do direito internacional.
O relatório concluiu ainda que os ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel, realizados pelo Hamas e outros grupos armados — que mataram 1.200 pessoas e envolveram a tomada de reféns e a destruição de propriedades — constituíram crimes de guerra. Os ataques desencadearam uma ofensiva israelense em Gaza que matou dezenas de milhares de palestinos e destruiu grande parte do território.
Autoridades israelenses estão diretamente envolvidas em ataques de colonos que mataram, feriram e deslocaram palestinos na Cisjordânia ocupada, enquanto forças de segurança israelenses ofereceram proteção aos colonos, afirmou uma investigação da ONU nesta terça-feira. O relatório da Comissão de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado constatou que as autoridades israelenses possibilitaram os ataques de colonos por meio de apoio financeiro e militar, em um ambiente de impunidade reforçado por órgãos judiciais e de aplicação da lei.
O documento também apontou que o grupo militante palestino Hamas cometeu crimes de guerra contra palestinos e israelenses. O gabinete do primeiro-ministro israelense e as Forças Armadas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário, assim como o Hamas. Os investigadores afirmam que os ataques de colonos israelenses a vilarejos palestinos e áreas agrícolas cresceram desde 2023, com aumento de 130%, incluindo incidentes envolvendo grupos de agressores mascarados.
Segundo o relatório, forças de segurança israelenses acompanhavam rotineiramente os colonos e atuavam como uma espécie de escudo para a violência. Israel rejeita as acusações de que suas tropas protegem colonos durante ataques a palestinos na Cisjordânia, afirmando que esses casos são incidentes isolados, que violam o protocolo militar e são investigados. Grupos de direitos humanos israelenses e palestinos afirmam que essas investigações raramente resultam em punições.
Centenas de milhares de colonos israelenses vivem entre milhões de palestinos em territórios conquistados por Israel na guerra de 1967. A maioria dos países considera esses assentamentos uma violação do direito internacional, posição confirmada em uma decisão de 2024 da principal corte da ONU. Israel contesta essa avaliação, citando laços históricos e bíblicos com a região. Pelo menos 832 palestinos ficaram feridos no ano passado, com registros de ataques quase diários se estendendo até 2026, segundo as Nações Unidas.
“A crescente participação das forças de segurança israelenses nos ataques de colonos equivale a um colapso de fato da distinção entre colonos e soldados”, conclui o relatório. A comissão também documentou casos de agressões, sequestros e abusos contra crianças palestinas cometidos por colonos. Violações do Hamas O relatório também manifesta preocupação com os graves abusos documentados na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas.
A investigação constatou que forças ligadas ao Hamas estiveram envolvidas em pelo menos 60 dos 249 casos documentados de execuções e violência física grave entre 2024 e 2025, incluindo espancamentos com tubos de metal e fraturas, sob alegações de colaboração com Israel ou saques de ajuda humanitária. Em dois casos, 11 homens foram executados publicamente. A comissão afirma que esses atos configuram crimes de guerra e violações do direito internacional.
O relatório concluiu ainda que os ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel, realizados pelo Hamas e outros grupos armados — que mataram 1.200 pessoas e envolveram a tomada de reféns e a destruição de propriedades — constituíram crimes de guerra. Os ataques desencadearam uma ofensiva israelense em Gaza que matou dezenas de milhares de palestinos e destruiu grande parte do território.
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