A ômicron causou um pico de transmissões e de hospitalizações no planeta entre o final do ano passado e o início deste ano. Desde então, surgiram diferentes sublinhagens da ômicron que predominam até hoje em circulação no Brasil
, com uma rapidez nunca vista antes, o mundo conhecia novas variantes do vírus SARS-CoV-2 e vivia novas ondas de infecções muitas vezes com aumento nos contágios, nas hospitalizações e até na agressividade da doença.
Segundo dados da OMS, a partir de novembro do ano passado mais da metade das infecções por Covid-19 em todo o mundo foram causadas por uma das cinco subvariantes da Ômicron: BA.1, BA.2, BA.3, BA.4 e BA.5. O Brasil já teve todas essas linhagens – e elas continuam gerando novas sublinhagens. “Uma variante que tem circulado bastante atualmente é de uma linhagem chamada BE.1.1, que é uma descendente da BA.5. Hoje já existe a BK, a BF, a BE, todas derivadas da BA.5. O vírus vai se disseminando, sofrendo mutações diversas, e vão surgindo as linhagens das linhagens das linhagens.
O surgimento das novas sublinhagens acontece mais rápido do que a ciência consegue sequenciar. Muitas vezes ocorre algum surto pontual e a gente nem sabe qual variante é, pode ser uma que a gente nunca viu na vida e nem nome tem. “Vivemos um cenário diferente comparado a meses atrás. Antes a gente tinha uma variante que logo era substituída por outra. Agora vemos as descendentes diretas da ômicron que ainda estão avançando”, disse.