Existem analistas que garantem que o pequeno território de Kaliningrado é fundamental, tanto para a ofensiva de Moscou contra a Ucrânia, quanto para garantir suas defesas contra eventuais hostilidades dos países da Otan
A Rússia não desmente, nem reconhece, que tenha instalado armas nucleares em Kaliningrado e costuma usar linguagem vaga sobre essas acusações.
Analistas militares acreditam que, se a Otan interviesse no conflito atual na Ucrânia ou se Moscou apontasse suas armas para outras ex-repúblicas soviéticas, como a Lituânia, Kaliningrado poderia ser uma plataforma de lançamento para um ataque da Rússia a esses países. Os especialistas concordam que, quando a Suécia e a Finlândia passarem a ser membros da aliança, é provável que a Rússia fortaleça sua posição militar em Kaliningrado. Mas isso, segundo Ruth Deyermond, "deve ser provavelmente compreendido mais como algo de caráter defensivo. A Rússia estará protegendo seu território contra a Otan, e não se preparando para atacar a Polônia ou os estados bálticos.
"Ainda não é fundamental, mas sua importância pode aumentar se houver uma escalada entre a Rússia e a Otan ou se a Rússia iniciar operações de desestabilização nos Estados bálticos ou na Polônia", destaca Stefan Wolff.