Também deixaram os cargos todos os dirigentes na linha sucessória da Presidência; segunda vice-presidente do Senado, que faz oposição a Evo, tenta assumir o cargo temporariamente e diz que pretende convocar novas eleições.
A Organização dos Estados Americanos , que endossou os relatos sobre fraudes eleitorais, recomendou a anulação da votação e a marcação de um novo pleito.A senadora opositora Jeanine Añez reivindicou o direito de convocar o Congresso e assumir a PresidênciaA Constituição boliviana determina que, em caso de"impedimento ou ausência definitiva da Presidenta ou do Presidente, será substituída ou substituído no cargo pela Vice-presidenta ou Vice-presidente e, na falta deste, pela Presidenta ou o Presidente do Senado, e na falta desta ou deste, pela Presidenta ou o Presidente da Câmara de Deputados.
Nesse último caso, serão convocadas novas eleições em um prazo máximo de 90 dias". Um possível caminho para solucionar o impasse seria a convocação do Congresso boliviano para escolher os novos presidentes das Casas legislativas. Assim, voltaria a haver pessoas na linha de sucessão. Há o receio, porém, de que parlamentares leais a Evo boicotem a reunião e impeçam o quórum para as votações. O partido MAS, de Evo, ocupa dois terços dos postos no Congresso. Em entrevista a uma emissora de TV, a segunda vice-presidente do Senado, Jeanine Añez, reivindicou o direito de convocar o Congresso e assumir a Presidência do país.Os protestos contra Evo reuniram também alguns de seus antigos aliados Añez, que faz parte da oposição a Evo, afirmou que assumiria a função unicamente para convocar novas eleições presidenciais. Jornais bolivianos dizem que ela viajou à capital La Paz nesta segunda-feira para tentar conduzir o processo. O regulamento do Senado boliviano cita, entre as atribuições da segunda vice-Presidência da Casa,"substituir a presidenta ou presidente e à primeira vice-presidenta ou primeiro vice-presidente, quando ambos se façam ausentes por qualquer impedimento". Por isso, ela estaria apta a convocar o Congresso.Em entrevista ao jornal boliviano El Deber, o advogado constitucionalista José Antonio Rivera diz que há três etapas possíveis para a superação da crise.Depois, deveriam ser selecionados os novos membros do Tribunal Supremo Eleitoral para que eles possam convocar a nova eleição. Por fim, as novas autoridades devem mudar as leis"a fim de agilizar o processo e permitir que se produza a transmissão do mandato em 22 de janeiro próximo, quando se encerraria o mandato de Evo Morales", diz o advogado.
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