Da seleção norueguesa de handebol multada por não usar biquíni aos macacões das ginastas alemãs nas Olimpíadas, uniformes de atletas tem refletido situações vividas também em escolas e locais de trabalho G1 OlimpíadasNaGlobo
O caso da seleção norueguesa de handebol de praia, que recentemente foi multada em 1.500 euros depois que as mulheres usaram shorts em vez de biquínis durante um jogo no campeonato europeu , reacendeu a discussão sobre o sexismo na exigência de peças de vestimenta.
No início deste mês, chamaram atenção fotos de mulheres do exército ucraniano, obrigadas a desfilar usando sapatos de salto alto em uma parada militar – uma espécie de scarpin. Em 2019, foi revelado em um artigo da Business Insider que milhares de mulheres no Japão estavam sendo solicitadas a não usarem óculos em seus locais de trabalho – porque isso não seria esteticamente agradável e daria a elas uma impressão de “frieza”.
Kate Wilson mostra a roupa que usava no dia em que foi mandada para casa pela direção de sua escola — Foto: Reprodução/Facebook/Kate Wilson Bem antes, em 2014, uma escola em Santa Inês , se voltou aos pais e responsáveis: proibiu a entrada daqueles que estivessem usando shorts, minissaia ou miniblusa, e chegou a barrar mães.
No tênis, em que homens podem usar shorts e até bermudas de corte amplo, as mulheres continuam vestindo saias extremamente curtas. E sendo repreendidas quando ousam desafiar a tradição. Em 2018, por exemplo, Serena Williams usou calças pretas coladas ao corpo durante uma partida no French Open, que lhe renderam comparações com uma personagem do filme “Pantera Negra”.
Cortando para 2002, Serena Williams tentou pela primeira vez escapar da ditadura da minissaia e disputou um jogo no US Open com um macaquinho curto. A mesma Vox lembra dos adjetivos usados então pela imprensa: “agarrado”, “ultra-arriscado”, “curvilíneo” e deixando “pouco para a imaginação”, de acordo com o ensaio de Jaime Schultz de 2005 "Reading the Catsuit", publicado no "Journal of Sport & Social Issues".
Em 2016, o concurso, aberto para mulheres de 14 a 19 anos e administrado pela organização do Miss Universo, informou em seu site que “em uma sociedade que aumenta a prioridade do feminismo e da igualdade, ver mulheres desfilando em um palco de biquíni pode ser antiquado”.Em 2014, um apresentador de TV na Austrália conduziu um experimento para provar que também em seu ambiente de trabalho as colegas mulheres eram vítimas do sexismo por sua forma de se vestir.
De acordo com o comunicado, na partida que definiria o terceiro lugar, em 18 de julho, contra a Espanha, as norueguesas usaram shorts que “não estavam de acordo com os Regulamentos de Uniforme de Atletas definidos nas Regras de Jogo do Handebol de Praia da EHF”.
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