Sequestrada pela ditadura na porta da maternidade, Rosângela Paraná procura os pais biológicos há dez anos
Rosângela procura uma história, a sua própria história. Ela não sabe exatamente a sua idade nem a cidade onde nasceu. Não sabe quem são seus pais biológicos nem avós, se tem irmãos ou tios. Para entender o presente, vasculha o passado. Os dados do registro de nascimento são falsos. Foram criados para dar legalidade a uma adoção ilegal.
A mulher retratada neste texto foi registrada no Rio de Janeiro como Rosângela Serra Paraná. No documento, consta que nasceu em 1º de outubro de 1963, mas a certidão só foi lavrada em 22 de setembro de 1967, quase quatro anos depois. O local de nascimento informado é a Rua Marquês de Abrantes, nº 260, no bairro do Flamengo, mas o logradouro jamais abrigou uma maternidade ou serviu de residência à família Paraná.
Somente em setembro de 2013 descobriu não ser filha biológica do casal Odyr e Nilza. Em sua página no Facebook, uma “prima” escreveu que ela deveria ser grata à família Paraná por tê-la tirado de sua mãe, “uma prostituta e subversiva”. “Meu mundo virou de cabeça para baixo, principalmente depois que conversei com as tias Odilla e Odilma, que confirmaram a história da adoção.
O jornalista Eduardo Reina enfrentou as mesmas hostilidades quando tentou apurar os fatos. Na busca por informações, encontrou apenas o silêncio da família. Uma “tia” de Rosângela confirmou a versão de que a mãe seria “uma baderneira” e que seu irmão pegou a criança em um hospital do Rio de Janeiro, mas se nega a dizer o nome.
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