Diplomatas avaliam que a viagem de Bolsonaro neste momento pode ampliar o desgaste do presidente brasileiro com outros parceiros, como EUA e União Europeia, ambos críticos de Putin g1
Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a visita do presidente Jair Bolsonaro à Rússia, planejada desde o ano passado, é importante, mas, neste momento, "ruim" e "inoportuna".
A orientação da diplomacia brasileira para Bolsonaro é só falar sobre a crise entre Rússia e Ucrânia se Putin tocar no assunto. Mas o presidente já antecipou que espera uma solução pacífica. De acordo com o diplomata, Bolsonaro acena à base conservadora porque também irá à Hungria, governada pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, líder de extrema-direita.
“Receber o presidente brasileiro é importante porque os russos querem evitar essa imagem de que estejam dependendo basicamente do apoio de países como Belarus ou China”, diz. De acordo com o Itamaraty, Bolsonaro é o sexto presidente a visitar a Rússia. Brasil e Rússia têm relações diplomáticas desde 1828, com dois períodos de interrupção, e se tornaram parceiros estratégicos em 2000. Os países estão no Brics, bloco de economias emergentes, junto com China, África do Sul e Índia.
“O Brasil vai ser chamado de algum modo a se posicionar e a expressar suas opiniões na ONU sobre o que está acontecendo na Ucrânia”, declarou. O professor Fabiano Mielniczuk afirma que é difícil mensurar neste momento possíveis impactos no Brasil, já que não se tem clareza das sanções econômicas que podem vir a ser aplicadas contra a Rússia no caso de uma invasão à Ucrânia.A tensão na Ucrânia
Brasil Últimas Notícias, Brasil Manchetes
Similar News:Você também pode ler notícias semelhantes a esta que coletamos de outras fontes de notícias.
Rússia pode invadir a Ucrânia na próxima quarta-feira, diz jornal dos EUAOs Estados Unidos obtiveram informações que a Rússia está discutindo a próxima quarta-feira (16) como a data prevista para o início da ação militar na Ucrânia, disseram autoridades ouvidas pelo jornal The New York Times. Os oficiais reconheceram, no en
Consulte Mais informação »
Após Rússia, EUA retiram pessoal não essencial de KievAlemanha e Bélgica seguiram a decisão de outros países e também recomendaram, neste sábado 12, a saída
Consulte Mais informação »