Opinião | Autora do livro ‘Eu, mulher negra, resisto’, Alzira funcionou para mim como um farol, que me ajudou a sobreviver ao racismo e chegar até aqui - Luana Tolentino
Nascida em Santos no ano de 1949, Alzira era enfermeira de formação. Em 1990, a ativista santista fundou a Casa de Cultura da Mulher Negra, espaço de formação, acolhimento e de protagonismo das afro-brasileiras, com papel fundamental na formação da filósofaPor intermédio de dois professores da Universidade Federal de Minas Gerais, Eduardo de Assis Duarte e Constancia Lima Duarte, tive a oportunidade de conhecer Alzira Rufino. Era 2009.
Orgulhosa pelo convite, aceitei na hora. Conforme combinado, liguei para Alzira e, com a voz firme, ela disse o que esperava de mim, não só para aquele trabalho, mas também em relação ao compromisso que eu devia assumir com a luta contra o racismo no Brasil. Entendi o recado. Fiz a entrevista e nunca mais me afastei do ativismo antirracista., revista publicada pela Casa da Mulher Negra, foi tema do primeiro artigo acadêmico que publiquei.
Quatro anos após a entrevista para a qual Alzira me contratou, reencontrei a doutora Fátima Oliveira de uma maneira que jamais poderia imaginar. Ela foi primordial para que a Miriam, minha irmã, recebesse um tratamento digno e humanizado. Miriam nos deixou em 2013, vítima de um câncer na cabeça e no pescoço.
Olhando para trás, confesso que fico um pouco assustada com a maneira intensa e profunda que Alzira Rufino atravessa minha vida. Indicada ao Prêmio “Mil Mulheres para o Nobel da Paz”, Alzira Rufino foi também poeta e escritora. Autora do livro “Eu, mulher negra, resisto”, Alzira funcionou para mim como um farol, que me ajudou a sobreviver ao racismo e chegar até aqui.Seu legado jamais será esquecido.
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