Nos últimos dez anos, poloneses que se identificam como judeus aumentaram: passaram de 18 mil para 80 mil, número que deve ser ainda maior, já que muitos desconhecem seu passado
Poloneses participam de workshop dentro de uma sinagoga em Cracóvia, na Polônia — Foto: Divulgação/Festival de Cultura Judaica
Nos últimos dez anos, os poloneses que se identificam como judeus também aumentaram: passaram de 18 mil para 80 mil — número que deve ser ainda maior, já que muitos desconhecem seu passado, explica Sebastian Rudol, vice-diretor do Centro Comunitário Judaico de Cracóvia, que conta com 850 membros. Um dos grandes responsáveis por esse renascimento é Janusz Makuch, fundador do Festival de Cultura Judaica, que acontece todo ano no mês de julho em Cracóvia desde 1988, um ano antes da queda do regime comunista.
— Os pioneiros na abertura de museus, centros comunitários e estabelecimentos no país eram poloneses que não tinha origem judaica. Naquela época, e até hoje de certa maneira, os judeus mais velhos que se lembravam dos tempos do nazismo e do comunismo se sentiam desconfortáveis para falarem abertamente sobre suas origens — diz Rudol, que não é judeu e começou a trabalhar no centro há 14 anos, como voluntário.
— Para muitos dos que acabaram de descobrir a sua identidade, o festival foi o primeiro passo na tradição judaica e no mundo judaico em geral. Para os judeus de origem polonesa que viveram na diáspora, ele é um motivo para regressar ao país dos seus antepassados.Muitos brasileiros, filhos e netos de poloneses judeus, veem o movimento como uma chance de reencontrar as origens. Caso de Carlos Panek que decidiu morar na Polônia há 15 anos.
A jornalista Natalia Manczyk, de 35 anos, também fez o caminho de volta em 2021. Com passaporte polonês — seu avô deixou o país fugindo da guerra aos 4 anos, rumo ao Brasil —, ela sempre foi criada dentro da cultura judaica. O avô, no entanto, nunca falou sobre a vida na Polônia.
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