Um estudo da revista The BMJ indica que casos de Parkinson aumentaram 112%, principalmente entre idosos e trabalhadores rurais expostos a agrotóxicos. O neurologista José Guilherme Schwam Jr. destaca sinais não motores como perda de olfato, constipação, depressão e distúrbios do sono, que podem aparecer décadas antes dos tremores. Embora não haja cura, exercício físico regular, dieta equilibrada e cuidados cardiovasculares são recomendados para retardar a progressão da doença.
, um aumento de 112%, segundo dados da revista científica The BMJ. Como o Parkinson tem a idade como seu maior fator de risco, também é caminho natural que os números acompanhem o envelhecimento da população.
A doença atinge majoritariamente pessoas acima dos 65 anos, embora o "Parkinson de início precoce" possa afetar pacientes na faixa dos 50, 40 anos ou até em pessoas ainda mais jovens. É o que explica o neurologista clínico e especialista em parkinson e demências, José Guilherme Schwam Jr. Segundo ele, além da idade, a doença parece ser mais prevalente em trabalhadores rurais, principalmente naqueles expostos a agrotóxicos.
Quando se fala em Parkinson, a primeira imagem que vem à mente da maioria das pessoas são os tremores nas mãos. Contudo, a doença costuma dar sinais silenciosos muito antes de afetar a coordenação motora. O especialista alerta que é necessário ficar atento aos sinais não motores, que podem aparecer anos e às vezes décadas antes dos tremores.
"Os sinais motores clássicos envolvem os tremores em repouso, que está presente em 70% dos pacientes, a lentidão para realizar movimentos do dia a dia e a rigidez muscular. Diminuição do olfato, intestino muito preso, depressão e distúrbios do sono como se debater violentamente durante os sonhos são sinais de alerta importantes", destaca José Guilherme. Ainda não existe cura definitiva para o Parkinson ou uma blindagem 100% eficaz contra a doença.
O médico ressalta, no entanto, que a principal forma de retardar a progressão motora da doença é o exercício físico, além de uma dieta balanceada e cuidado com a saúde cardiovascular e metabólica.
“Uma atividade física regular e com intensidade adequada tem um efeito neuroprotetor importante. Ela ajuda, de forma comprovada a diminuir o risco de quedas, limitações motoras, dores difusas, inerentes à evolução do Parkinson e, junto com a medicação correta, é o que vai garantir a qualidade de vida, a independência e a autonomia do paciente por muitos anos", afirma. José Guilherme ressalta que o diagnóstico precoce continua sendo a melhor ferramenta.
Ao perceber qualquer lentidão incomum ou tremores recorrentes, a recomendação é buscar a avaliação de um neurologista para garantir que o tratamento comece o quanto antes. Brasil negocia compra de caças Gripen da Suécia para a FABFifa proíbe vuvuzelas e limita garrafas na CopaBrasil negocia compra de caças Gripen da Suécia para a FAB Aeronave estava parada no portão de embarque do aeroporto de Frankfurt e seguiria para Los Angeles quando ocorreu o incidenteAção visa dar transparência e apresentar os resultados das ações que o governo federal tem desenvolvido para a promoção da cidadania dessa população
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