PF concluiu a primeira investigação sobre os descontos indevidos de aposentados e pensionistas. A investigação concluiu que grupo desviou R$ 708 milhões.
PF indicia 2 ex-presidentes do INSS e mais 46 pessoas pelo esquema de desconto ilegal em aposentadorias e pensões A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito sobre fraudes em descontos de milhões de aposentadorias e pensões do INSS e indiciou dois ex-presidentes do instituto e mais 46 pessoas, entre elas o Careca do INSS.
O inquérito apurou descontos indevidos feitos pela Conafer, a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais. A investigação da Polícia Federal encontrou indícios de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo o inquérito, a fraude da Conafer arrecadou mais de R$ 708 milhões com descontos indevidos na folha de aposentados e pensionistas. A Conafer é apenas uma das entidades envolvidas nas fraudes.
O esquema no INSS consistia em descontos mensais nos benefícios em nome de diversas entidades. É como se aposentados e pensionistas tivessem se tornado membros de associações, quando, na verdade, não haviam autorizado os descontos nem se associado às entidades. A Controladoria-Geral da União começou a investigar o caso em 2023 e, em 2025, a PF fez a primeira operação contra as fraudes, batizada de Operação Sem Desconto. A PF indiciou 48 pessoas.
Entre elas, os ex-dirigentes do INSS: Os três estão presos preventivamente. Na lista de indiciados estão também o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, que está foragido; o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que também está preso; e José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo Bolsonaro e que também foi presidente do INSS. Ele se converteu ao islamismo e hoje usa o nome Ahmed Mohamad Oliveira.
Fraude do INSS: Polícia Federal indicia dois ex-presidentes do instituto e mais 46 pessoas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução A PF enviou o resultado do inquérito ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF - Supremo Tribunal Federal. Agora, o ministro deve encaminhar o material à Procuradoria-Geral da República, que vai decidir se denuncia ou não os investigados pelos crimes listados pela Polícia Federal.
A polícia ainda vai continuar investigando fatos envolvendo outras associações e pessoas acusadas de envolvimento nas fraudes no INSS. A estimativa dos investigadores é de que os descontos indevidos possam chegar a mais de R$ 6 bilhões. Até o momento, o governo já devolveu mais de R$ 3 bilhões para as vítimas e busca, na Justiça, processar os responsáveis pelo desvio e recuperar o dinheiro das fraudes.
A defesa de Alessandro Stefanutto disse que ele já negou de forma categórica e coerente o recebimento de qualquer valor ilícito e o envolvimento no esquema; disse ainda que, uma vez assegurado o devido processo legal, tem confiança de que a inocência dele será provada. O Jornal Nacional não teve retorno das defesas dos outros citados na reportagem. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM
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