Ex-ministro e ex-governador de São Paulo, Márcio França, afirma manter pré-candidatura ao Senado, mas sofre assédio do presidente Lula para compor como vice na chapa de Fernando Haddad. Apesar da resistência, cenário pode mudar até as convenções em julho. França divulgou pesquisa onde aparece em segundo lugar, empatado com Simone Tebet, que lidera as intenções. O PSB também defende que o partido ocupe as duas vagas ao Senado. O desfecho ainda está aberto, pois Lula deseja que França seja vice de Haddad.
Ex-ministro resiste ao assédio de Lula para desistir da disputa ao Congresso e abrir espaço a Simone Tebet e Marina Silva , mas esse movimento ainda pode ocorrerao governo de São Paulo.
“Sigo com minha pré-candidatura ao Senado”, disse em post publicado na sua rede social.para aceitar compor a chapa como vice de Haddad. Ele esteve com o presidente na semana retrasada para discutir a questão, mas não houve um desfecho. A intenção do petista é montar a chapa ao Senado com as ex-ministrasFrança, no entanto, resiste, assim como o PSB, que reafirmou várias vezes que não vê problema em ocupar as duas vagas ao Senado.
“O que importa é que estaremos do mesmo lado. Haddad,, Simone e Marina. Esse é o time do Lula em SP. Mas as posições ainda não estão definidas.
As convenções são só em julho”, disse hoje Márcio França. Ele também postou uma pesquisa eleitoral que o aponta liderando a corrida ao Senado em São Paulo. Segundo a última pesquisa Genial/Quaest, do final de abril, França aparece em segundo lugar, mas empatado numericamente com o líder, nas três simulações feitas pelo instituto, com percentuais que variam de 12% a 14% das intenções de voto. Nas três situações, quem lidera é Tebet, com percentuais que vão de 14% a 15%.
Embora França negue a possibilidade e mantenha a sua candidatura, o desfecho com ele sendo de fato o candidato a vice de Haddad não está descartado, ainda mais porque esse é um desejo de Lula. França foi candidato ao Senado em 2022, mas perdeu a eleição nas últimas semanas ao ser ultrapassado pelo ex-astronauta Marcos Pontes . Ele teve 36,3% das intenções de voto contra 49,7% do adversário.
Naquela eleição, apenas uma vaga estava em disputa — em outubro deste ano, serão duas. Geraldo Alckmin . Em abril de 2018, virou governador, com a renúncia do titular para disputar a Presidência da República. França tentou se manter no cargo na eleição daquele ano, foi ao segundo turno, mas acabou derrotado por João Doria em uma eleição apertadíssima .
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