Ex-diretor do Centro Carnegie de Moscou, Dmitri Trenin personifica um dilema que leva muitos críticos de Putin a permanecer no país em um momento de guerra
Alexander Lebedev parece ser o principal alvo das sanções destinadas a levar as elites russas a se voltarem contra o Kremlin. Ele é um bilionário e ex-agente da KGB com conexões profundas tanto na classe dominante da Rússia quanto no Ocidente; seu filho é dono de jornais britânicos e é membro da Câmara dos Lordes. Mas Lebedev tem uma mensagem para quem espera que ele tente agora derrubar o presidente Vladimir Putin: “Não vai funcionar”.
— O que temos é o que temos — disse Dmitri Trenin, que até abril dirigia um famoso centro de estudos financiado pelos americanos, o Centro Carnegie de Moscou, no qual o Ocidente confiava para avaliações independentes das políticas russas. O humor da chamada elite russa — um caleidoscópio de altos funcionários, executivos, jornalistas e intelectuais — tem sido observado de perto em busca de qualquer reação interna à decisão de Putin de ir à guerra. Se sua consternação com o súbito isolamento econômico e cultural do país ultrapassar um limite, como acreditam algumas autoridades ocidentais, Putin pode ser forçado a mudar de rumo.
Yevgenia, uma radialista progressista e editora de revista, continua a fazer transmissões de seu apartamento para o YouTube. A estação de rádio Eco de Moscou, que transmitiu seu programa por quase duas décadas, foi fechada após o início da guerra. Ela chamou Putin de criminoso de guerra e já enfrenta quatro acusações de contravenção sob a nova lei de censura da Rússia.
Lebedev, 62 anos, disse que a Rússia está se aproximando do modelo de "Irã e Coreia do Norte" e seria capaz de sustentá-lo por anos. Putin permanecerá no poder enquanto sua saúde permitir, ele previu em uma entrevista por telefone, rejeitando os rumores de que o presidente estaria doente. Era “uma ilusão absoluta”, ele insistiu, que os ricos da Rússia pudessem ter alguma influência no círculo íntimo de Putin.
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