Para Roberto Abdenur, a fala de Bolsonaro na Assembleia-Geral da ONU teve aspecto eleitoreiro e contribui para a perda de protagonismo do país no exterior
“São posturas ideológicas de extrema-direita do seu governo. Não foi equilibrado nem veiculou adequadamente quais são os verdadeiros interesses do Brasil. Essa fala de Bolsonaro é muito casuística. A comunidade internacional não sabe o que é Foro de São Paulo nem está a par da questão dos médicos cubanos. São aspectos voltados só para o seu público interno”, afirmou Abdenur.
Na visão do embaixador, Bolsonaro pecou ao não reconhecer a legitimidade das preocupações internacionais com relação à preservação da Amazônia. “Ele só foi explícito na pancada que deu na França. Deixou de trazer um elemento importante, que seria reafirmar o compromisso do Brasil com o Acordo de Paris. O Brasil é central para a discussão da questão ambiental e da questão climática.
“Até o governo Bolsonaro, o Brasil se valia da questão amazônica para ter abertura ao diálogo com outros países e para propor soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável, por exemplo. Hoje, o governo federal está sendo ultrapassado. A França abriu diálogo direto com os governadores da região amazônica.
Brasil Últimas Notícias, Brasil Manchetes
Similar News:Você também pode ler notícias semelhantes a esta que coletamos de outras fontes de notícias.
Como Bolsonaro quer usar discurso na ONU para reposicionar Brasil no mundoCom apreensão sobre recepção, presidente defenderá soberania sobre a Amazônia, liderança ambiental e informará ao mundo a nova política exterior do país.
Consulte Mais informação »
Por que o Brasil faz primeiro discurso na Assembleia da ONU?Presidente Jair Bolsonaro estreia na Assembleia-Geral da ONU mantendo tradição
Consulte Mais informação »
Crise do petróleo abre oportunidades para o Brasil, diz ministroBento Albuquerque reforçou que além de ter novos leilões em vista, o país oferece um ambiente mais seguro para o setor petroleiro
Consulte Mais informação »
Superintendente do IMS: “Está se criando uma atmosfera pesada para as artes e para a cultura no Brasil”Flávio Pinheiro, superintendente executivo do Instituto Moreira Salles, defende ampla liberdade para a produção artística e afirma que setor cultural depende de recursos públicos em qualquer país do mundo
Consulte Mais informação »