Alesandro Barreto coordena o Ciberlab, que ajuda a polícia a prevenir atentados
Na rotina do delegado Alesandro Barreto, 49, há momentos de vibração —por ter ajudado a"salvar vidas" após ações que desarticularam possíveis ataques— e de tensão —com o monitoramento constante nas redes sociais, em busca de ameaças às escolas.
Nas últimas duas semanas, a operação ajudou a prender ou apreender 357 envolvidos em ameaças ou ataques às instituições de ensino, o que leva algum alívio a Barreto e sua equipe. O delegado dedicou a carreira à tecnologia e segurança pública. Por 11 anos, foi diretor de inteligência da Secretaria de Segurança do Piauí e, depois, trabalhou com inteligência de dados na Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, em 2016.
"As técnicas jamais podem ser expostas, porque os criminosos também acompanham as notícias. Alguns deles querem aparecer, e não podemos dar notoriedade." ic_share Leia Mais Ícone fechar Voltar Ver novamente Voltar Voltar Compartilhe Ele afirma que a parte mais difícil do trabalho é lidar com o material gráfico de violência, particularmente nas investigações sobre abuso sexual.
Durante a operação nas escolas, a relação do governo com essas plataformas ficou estremecida. Segundo Barreto, a cooperação das big techs melhorou ao longo do mês, mas ainda pode crescer. A maior preocupação é com a moderação de conteúdo, já que algumas das redes alegam estar obedecendo às suas políticas de uso ao permitir que o usuário reproduza a violência.
Na última quarta-feira , a Justiça Federal suspendeu o uso do Telegram no Brasil. A decisão foi motivada pela falta de colaboração da empresa com as investigações sobre ataques às escolas, uma vez que o Telegram não atendeu aos pedidos da Polícia Federal de entregar informações sobre conteúdo de apologia da violência.
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