A curva de juros também ganha inclinação, na medida em que os temores de recessão devido ao aperto monetário nas economias avançadas pressionaram os mercados emergentes
O mercado doméstico volta do feriado de Corpus Christi e se ajusta ao viés negativo para ativos de risco do exterior no pregão de ontem. O dólar se ajusta em alta contra o real e a curva de juros ganha inclinação, na medida em que os temores de recessão devido ao aperto monetário nas economias avançadas pressionaram os mercados emergentes.
Por volta de 9h45, o dólar era negociado a R$ 5,1288, em alta de 2,04% no mercado à vista, enquanto o dólar futuro para julho avançava 1,38%, a R$ 5,1480.
Em relatório diário sobre o que esperar do movimento dos mercados, os profissionais do Banco do Brasil notam que, após o Federal Reserve elevar os juros em 0,75 ponto percentual na quarta-feira, o Banco Central Europeu preparar os mercados para aumentos de juros e os bancos centrais da Inglaterra e da Suíça efetivamente aumentarem as taxas ontem, “cresce o temor de que a postura agressiva dos bancos centrais para conter a inflação tenha efeitos recessivos”.
Diante desse contexto, o “mood” de aversão a risco predominou nos negócios ontem, o que pressiona os ativos brasileiros na abertura do pregão de hoje, embora tanto o dólar quanto as taxas futuras já tenham se afastado das máximas, já que há um viés mais positivo nos negócios lá fora nesta sexta-feira.
Cabe apontar que a curva de juros tem um dia de “bull steepening”, ao ganhar inclinação após a decisão do Copom. Enquanto as taxas curtas operam em queda mais acentuada, as longas rondam os ajustes do dia anterior.