Os novos dados de emprego dos Estados Unidos ficaram no centro das atenções nesta sexta-feira
Dólar fecha no maior patamar em dois meses. Bolsa encerra abaixo de 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiroO dólar atingiu R$ 5,1566, maior valor em dois meses, enquanto o Ibovespa caiu 0,77%, fechando abaixo de 170 mil pontos.
Dados de emprego dos EUA, que registraram aumento de 172 mil vagas, e tensões no Oriente Médio impactaram os mercados. Nos EUA, índices de Wall Street caíram, refletindo também na Europa e Ásia. O cenário de juros altos nos EUA valoriza o dólar e pressiona a inflação no Brasil. O Irineu é a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores.
Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.encerrou a sessão desta sexta-feira em alta de 1,78%, cotado a R$ 5,1566 — maior patamar desde 2 de abril, quando fechou em R$ 5,1594 . Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,77% e fechou aos 169.019 pontos, abaixo dos 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro. Os novos dados de emprego dos Estados Unidos ficaram no centro das atenções nesta sexta-feira.
As tensões no Oriente Médio também influenciaram os mercados financeiros. Nesta sexta-feira, o Líbano acusou o Irã de usar o país como "moeda de troca" nas negociações com os EUA. O país voltou a sofrer ataques aéreos de Israel e, há quatro dias, o porta-voz da diplomacia de Teerã condicionou qualquer tipo de acordo com o governo americano à interrupção dos bombardeios israelenses no território libanês. Mesmo assim, os preços do petróleo caíam no mercado internacional.
Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,16%, cotado a US$ 92,98. Já o West Texas Intermediate , dos EUA, recuava 2,96%, a US$ 90,29 o barril. A economia americana registrou mais um mês de alta do emprego em maio, confirmando que o mercado de trabalho segue forte. Segundo dados do Departamento de Trabalho dos EUA, o país registrou um aumento de 172 mil vagas não agrícolas no mês passado.
Dados fortes de emprego nos EUA indicam que o mercado de trabalho está aquecido e podem pressionar a inflação americana para cima. Com isso, a tendência é que o Fed, banco central do país, mantenha os juros elevados por mais tempo, para tentar conter os preços. O cenário de juros altos nos EUA, por sua vez, tem diferentes reflexos no mundo — inclusive no Brasil.
Isso porque, com juros mais altos, investidores estrangeiros tendem a realocar recursos para a maior economia do mundo, em busca de rendimentos maiores e maior segurança.tende a se valorizar em relação às moedas de outras economias do mundo — incluindo o real — e a bolsa de valores brasileira tende a cair.está mais alto, produtos importados ficam mais caros no Brasil, o que pode pressionar a inflação doméstica, especialmente em itens como combustíveis e eletrônicos. Com preços mais altos por aqui, a tendência é que esse cenário também resulte em juros mais elevados no Brasil, encarecendo o crédito e limitando o crescimento da economia.
Os novos dados de emprego dos EUA e as tensões no Oriente Médio também se refletiam nos mercados globais. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em forte queda nesta sexta-feira. Na Europa, a maioria das bolsas também fechou em queda. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,3% na sessão, para 622,66 pontos, e acumula queda de 0,5% na semana.
Entre os principais índices da região, o alemão DAX caiu 0,75%, enquanto o francês CAC-40 recuou 0,32% e o britânico FTSE 100 ganhou 0,07%. Na Ásia, as bolsas da China fecharam a semana em queda, conforme investidores realizavam lucros em ações de inteligência artificial. O índice de Shanghai Composite recuou 0,7%, enquanto o CSI 300 perdeu 1,8%. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,5%.
O Nikkei, do Japão, recuou 1,6% e o Kospi, da Coreia do Sul, com forte presença de ações do setor de tecnologia, despencou 7%. A menos de uma semana da abertura da Copa do Mundo, terremoto de grau 5,2 é sentido na Cidade do México Dólar fecha no maior patamar em dois meses.
Bolsa encerra abaixo de 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiroCampanha une setor funerário contra feminicídio Lançada em março de 2026, a campanha “Luzes que não se apagam”, criada por Alphacampus, Grupo Bosque da Paz e Grupo Memorial, reuniu ações presenciais, conteúdo digital e dados sobre violência de gênero para ampliar a conscientização sobre o feminicídio no Brasil. A iniciativa transformou o luto em mobilização social e evidenciou o papel do setor funerário como agente de mudança e preservação da memória coletiva.
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