Apesar da superioridade militar dos EUA, escalada do conflito com o Irã esbarra em barreiras políticas, morais e na percepção do eleitorado americano, limitando opções de Washington. Análises apontam que o próximo passo em ataques aéreos poderia ser a destruição de usinas de dessalinização e eletricidade que abastecem a população iraniana. Especialistas destacam que a guerra é um evento político, e as decisões são julgadas pela história e pelo eleitorado. A motivação para buscar um acordo com o Irã estaria ligada à perda de popularidade de Trump, que iniciou o conflito sem planejamento adequado, sob influência de Netanyahu, mas sem conseguir enfraquecer o regime iraniano.
Apesar do enorme desequilíbrio de poderio bélico entre os dois países, a escalada do conflito esbarra em barreiras políticas, morais e na percepção do eleitorado americano — fatores que, segundo análises, limitam de forma decisiva as opções de Washington.
, que o próximo passo possível em termos de ataques aéreos seria a destruição das usinas de dessalinização e de eletricidade que abastecem a população iraniana. Com ausência de líder, rosto oculto no funeral de Khamenei aumenta mistérioPara Lourival, a guerra é, acima de tudo, um evento político. Todas as escolhas militares e suas consequências estão inseridas em uma moldura política que não pode ser ignorada.
"A decisão de ir à guerra é uma decisão política, a decisão de atingir alvos civis também", destacou. Ele lembrou que, ao longo da história, decisões como o bombardeio de Berlim pelos aliados na Segunda Guerra Mundial ou o uso da bomba atômica pelo próprio governo americano foram julgadas pela história sob critérios morais.
Lourival ressaltou que a questão não é a capacidade dos Estados Unidos de devastar o Irã, mas sim como o eleitorado americano julgará as atitudes tomadas no conflito.americano — inclusive episódios relacionados à Copa do Mundo —, e os efeitos dessas decisões reverberam ao longo dos anos.
, Américo Martins, acrescentou que parte da motivação para buscar um acordo com o Irã está diretamente ligada à perda de popularidade sofrida pelo presidente americano Donald Trump.foi amplamente criticado nos Estados Unidos por ter iniciado o conflito sem um planejamento adequado e, segundo muitos analistas, sob influência do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que teria um objetivo estratégico claro: enfraquecer ao máximo o regime iraniano, suas lideranças e suas capacidades militares, reduzindo a ameaça ao Estado de Israel.
"Também não foi isso que se viu, porque a ditadura no Irã continua dando as cartas por ali", concluiu Martins.são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da
Conflito EUA-Irã Política Externa Americana Eleitorado Americano Ataques Aéreos Acordo Com O Irã
Brasil Últimas Notícias, Brasil Manchetes
Similar News: Você também pode ler notícias semelhantes a esta que coletamos de outras fontes de notícias.
EUA dizem que negociação com o Irã continua apesar de recentes ataquesFalas devem aliviar os temores de retorno à guerra em larga escala na região após hostilidades desta semana, que paralisaram Ormuz e fizeram mediadores dobrarem esforços
Consulte Mais informação »
IEA observa instabilidade no mercado global de petróleo diante de escalada do conflito EUA-IrãO mercado global de petróleo enfrenta volatilidade com a produção em alta, mas demanda retraída, enquanto tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã ameaçam a estabilidade da oferta e os preços do barril.
Consulte Mais informação »
Após nova escalada, mediadores tentam evitar ampliação do conflito entre EUA e IrãCatar mantém contatos com Washington e Teerã após dias de ataques envolvendo o Estreito de Ormuz; Trump volta a dizer que o cessar-fogo de abril está encerrado, mas afirma que negociações continuarão
Consulte Mais informação »
EUA impõem novas sanções relacionadas ao Irã à medida que conflito se intensificaAs sanções visaram Ali Ansari, um banqueiro e empresário iraniano radicado em Dubai que já havia sido sancionado pelo Reino Unido
Consulte Mais informação »




