Governo e parlamentares discutem acordo para definir qual será a proposta escolhida; circulam em Brasília pelo menos quatro textos distintos sobre o assunto
. Segundo ele, como o assunto é tratado por proposta de emenda à Constituição , as duas casas legislativas obrigatoriamente terão que chegar a um texto único sobre o assunto.
“Vamos construir, num diálogo com as duas casas, um texto único do Congresso Nacional. A PEC, diferentemente do projeto de lei, precisa ter o mesmo texto aprovado pelas duas casas. Então, a questão de quem vota primeiro ou depois é 100% irrelevante. Todos terão seu protagonismo garantido quando a matéria for aprovada no plenário”, afirmou Maia.
Pela PEC que chegou ao Senado, o IVA brasileiro se chamaria Imposto sobre Bens e Serviços , e fundiria IPI, Cofins, PIS, IOF e salário-educação, ICMS e o ISS. No entanto, o relator já propôs dividir a fusão em duas: uma para impostos federais e outra para regionais, como o ICMS e o ISS . A votação no colegiado deve ocorrer no dia 2 de outubro.
Já a reforma da Câmara é de autoria do deputado federal Baleia Rossi e do economista Bernard Appy e prevê a unificação de cinco impostos – PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS –, que serão substituídos pelo IBS. A pauta está sob análise de comissão especial. Durante evento sobre o assunto na Amcham, em São Paulo, Maia afirmou que a proposta de reforma tributária que está no Senado Federal, de autoria do ex-deputado Luiz Carlos Hauly, é boa e conhecida pela Câmara – a proposta foi discutida nos últimos dois anos pela Casa, mas não avançou. Ele ponderou, no entanto, que Hauly foi pressionado a fazer muitas concessões no texto e acabou incluindo pontos ruins.