Nesta terça, agentes da PF cumpriram 16 mandados de busca e apreensão contra ex-integrantes do GIF e empresários suspeitos de fraude.
As investigações que levaram à Operação Perfídia, deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal , incluíram um relatório do Tribunal de Contas da União que aponta “desvios de finalidade” nos gastos do Gabinete da Intervenção Federal ao longo de 2018 — cujo chefe era o general Walter Souza Braga Netto, cujo sigilo telefônico foi quebrado.
O relatório pontua que, “ainda que os atos ocasionadores dos desvios de finalidade constatados não tenham sido praticados pelos dirigentes máximos, e sim por outros servidores ou por órgãos subordinados”, a responsabilidade de Braga Netto “ainda remanesce”. Isto posto, os coletes não foram adquiridos ou tampouco entregues. Não houve, portanto, qualquer repasse de recursos à empresa ou irregularidade por parte da Administração Pública. O empenho foi cancelado e o valor total mais a variação cambial foram devolvidos aos cofres do Tesouro Nacional.
É importante também lembrar que durante a intervenção foram empenhados R$ 1,17 bilhão, sendo que deste total, cerca de 81% foram destinados à aquisição de equipamentos e material permanente e 19% à compra de material de consumo.
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