A crise da covid-19 serviu ao presidente de El Salvador para vender sua popular imagem em outros países da região e se apresentar como solução para seus males endêmicos
visitou apenas a Guatemala e excluiu Honduras, cujo presidente é apontado por narcotráfico, e El Salvador, cujo Governo foi criticado por Washington por suas guinadas autoritárias.
“Isso significou um duro golpe para essa imagem que Bukele queria projetar na região. E por isso ele doa vacinas, por exemplo. Precisa manter uma imagem neste mundo etéreo e global que é a internet. Por isso é que tem uma estrutura de comunicação impressionante, com youtubers, redes sociais, páginas que constantemente geram informação sobre seu Governo, sobre ele como benfeitor”, diz Labrador.
Em março de 2020, uma empresa de relações públicas da Nicarágua trabalhou numa campanha paga por El Salvador que buscava ressaltar a gestão da crise do coronavírus por parte do Governo de Bukele. “Nos pediram apoio para gravar algumas pessoas com critério e influência que nos pudessem dizer, em cerca de 20 segundos, o que pensavam sobre as medidas que El Salvador adotou em comparação com o que vivemos na Nicarágua.
Entre as estratégias de conquista da marca Bukele, destaca-se a utópica união centro-americana. Em diversas ocasiões, o mandatário salvadorenho apelou à “América Central como uma só nação”. Em seus discursos, ele costuma recordar a data da independência da Espanha.
: exportar sua liderança a outros países “com a ideia de dominação e de se erguer como o pai dos salvadorenhos e dos centro-americanos.”: essa maneira de fazer política, de exercer o poder e se mostrar como a única solução para os problemas. Por isso, a biografia do Twitter de Bukele dizia ‘pai de Leila’. Não figurava ali estadista ou político, pois ele quer reforçar a ideia de que sabe cuidar do outro.
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