Bolsonaro assina tímidos acordos com a China e Guedes fala de livre comércio

Brasil Notícia Notícia

Bolsonaro assina tímidos acordos com a China e Guedes fala de livre comércio
Brasil Últimas Notícias,Brasil Manchetes

Apenas dois de nove atos firmados com Xi Jinping devem resultar em investimentos imediatos e abordam a comercialização de pera e melão

O pacto foi dos nove atos assinados nesta quarta-feira entre o presidente Bolsonaro e seu homológo Xi Jinping em reunião bilateral. Do conjunto, apenas dois tratam diretamente de investimentos financeiros.

Um detalha como será a exportação da pera chinesa para o Brasil. E outro aborda como os produtores brasileiros exportarão melão para a China. Os demais tratam de transferência de pessoas condenadas e memorandos de entendimento, que são um pacote de intenções que o Governo pretende ver concretizado. “Não há nada substancial nesses acordos comerciais. O Brasil assinou um acordo apenas para não sair com as mãos vazias”, afirmou o deputado Daniel Almeida , presidente do grupo parlamentar Brasil-China e opositor de Bolsonaro. Um assunto que nos últimos três anos sumiu da pauta de discussões entre os dois paíse —e não foi retomado dessa vez— é a ferrovia que os chineses anunciaram que financiariam entre o Brasil e o Peru, como umaEnquanto Bolsonaro assinava os documentos com o colega chinês, Paulo Guedes dizia em uma palestra que os dois governos tratavam da área de livre comércio. “Estamos conversando sobre a possibilidade de criarmos otambém com a China, ao mesmo tempo em que falamos de entrar na OCDE”. A fala ocorreu no seminário do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS. O ministro se mostrou empolgado com a possibilidade, ainda que, em um primeiro momento, o mercado brasileiro seja inundado de produtos industrializados ou manufaturados chineses e que o Brasil se mantenha como fornecedor de. Os dados do Ministério da Economia mostram que 72% dos produtos brasileiros exportados para a China são compostos por soja, minérios e petróleo. Enquanto que os principais itens importados são manufaturados, aparelhos transmissores e maquinários, são 32% do que é importado, ou 10,2 bilhões de dólares. “Não me incomodo se, em uma situação de superávit com a China, nós nos equilibrarmos ali à frente, aumentando as exportações em 50% e as importações dobrando ou mesmo triplicando. O que nós queremos é mais integração”, afirmou Paulo Guedes. Internamente, no Ministério da Economia, a hipótese de área de livre comércio com os chineses é vista com ceticismo. “É uma conversa que ainda está em estágio inicial. Não tem nada certo, ainda. Tudo muito longe de qualquer conclusão”, afirmou uma fonte que participa dos diálogos com os chineses. O opositor Almeida criticou um eventual acordo. “As economias do Brasil e da China são complementares, mas há uma assimetria muito grande. O nível tecnológico da China está muito a frente. Falar em livre comércio entre desiguais no deixa preocupados”, avaliou.afirmou que 30% do crescimento da economia internacional se deve ao seu país e reforçou que pretende atuar cada vez mais em uma economia aberta. “Queremos abrir a nossa economia, aumentar as nossas exportações e importações”. Ainda convidou os países a se inserirem no megaprojeto de investimento em infraestrutura global batizado de “Um cinturão, uma rota”, por meio do qual a china investe em pontes, portos e ferrovias em dezenas de países. Até o momento, o Brasil não apresentou projetos para serem financiados por essa nova rota da seda. Tanto Xi quanto o presidente da Rússia, Vladimir Putin, criticaram o protecionismo comercial que tem dominado boa parte das conversas na área internacional —protecionismo que aumentou durante o governo do norte-americano Donald Trump e deu início a uma guerra comercial entre Estados Unidos e China. Os mandatários russo e chinês devem retomar a essa pauta na reunião de coletiva de mandatários nesta quinta-feira, segundo e último dia da

Resumimos esta notícia para que você possa lê-la rapidamente. Se você se interessou pela notícia, pode ler o texto completo aqui. Consulte Mais informação:

elpais_brasil /  🏆 21. in BR

 

Brasil Últimas Notícias, Brasil Manchetes

Similar News:Você também pode ler notícias semelhantes a esta que coletamos de outras fontes de notícias.

Bolsonaro recebe líderes da China e Índia durante cúpula dos BricsBolsonaro recebe líderes da China e Índia durante cúpula dos BricsPresidente brasileiro terá que atuar como equilibrista ao tentar fortalecer laços com Xi Jinping sem se indispor seu principal aliado Donald Trump
Consulte Mais informação »

Brics: Bolsonaro tenta fortalecer laços com a China sem incomodar Trump - CartaCapitalBrics: Bolsonaro tenta fortalecer laços com a China sem incomodar Trump - CartaCapitalA cúpula anual que ocorrerá entre esta quarta e quinta-feiras em Brasília será limitada a uma reunião entre os líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, sem a participação tradicional de outros países da região onde é celebrada. Leia mais:
Consulte Mais informação »

Brasil está conversando com China sobre livre comércio, diz GuedesBrasil está conversando com China sobre livre comércio, diz GuedesDurante encontro dos Brics, ministro defendeu integração mesmo que Brasil deixe de ter superávit nas exportações para os chineses
Consulte Mais informação »

'China cada vez mais faz parte do futuro do Brasil', diz Bolsonaro | Política | G1'China cada vez mais faz parte do futuro do Brasil', diz Bolsonaro | Política | G1Bolsonaro teve encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, antes de cúpula do Brics, em Brasília. Após a reunião, os dois presidentes fizeram declaração à imprensa.
Consulte Mais informação »

Paulo Guedes defende integração econômica e livre comércio com China - CartaCapitalPaulo Guedes defende integração econômica e livre comércio com China - CartaCapitalPara o ministro, o Brasil deve seguir exemplos de integração de países da Europa e da Ásia que têm elevado o ‘padrão de vida’ das populações. Entenda:
Consulte Mais informação »



Render Time: 2026-05-09 16:46:54