Krystsina Tsimanouskaya, que diz ter sido ameaçada pelo comitê belarusso e teme sofrer represálias se voltar ao seu país, consegue um visto humanitário de Varsóvia
, de partidos da oposição no Japão e da Fundação Belarussa de Solidariedade Esportiva , a atleta saiu do aeroporto, acompanhada por alguns funcionários do comitê organizador dos Jogos e do COI, e se dirigiu à Embaixada da Polônia em Tóquio, que a recebeu. “Pedimos ajuda a numerosos países”, disse um porta-voz da fundação. “E o primeiro que respondeu foi o consulado polonês”.
O Comitê Olímpico Nacional de Belarus, dirigido pelo filho mais velho de Lukashenko, Viktor Lukashenko, afirmou no domingo em um comunicado que havia retirado Tsimanouskaya dos Jogos por seu “estado emocional e psicológico” após consultar os médicos da equipe. A atleta afirmou que ninguém a examinou e que a devolviam por suas críticas.
Atletas de primeiro nível, como a jogadora de basquete olímpica Yelena Leuchanka e o decatleta Andrei Krauchanka, medalhista de prata olímpico de 2008, foram presos após criticar a violência policial contra os manifestantes pacíficos. As organizações de direitos civis contam até 600 presos políticos em Belarus, onde a repressão contra qualquer voz dissidente é cada dia maior.