Argentina sofre, mas vence Suíça por 3 a 1 na prorrogação e avança à semifinal da Copa do Mundo, onde reencontrará a Inglaterra em jogo com peso histórico. Messi deu assistência e Julián Álvarez foi o herói da prorrogação.
Messi comemora após dar assistência para Mac Allister — Foto: Kevin C. Cox / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Da "mano de Dios" em 1986 aos pés de Messi em 2026.
Com a vitória sofrida por 3 a 1 sobre a Suíça na prorrogação, na madrugada deste domingo, no Kansas, a Argentina avança à semifinal da Copa do Mundo para enfrentar a Inglaterra, numa reedição do histórico confronto marcado pelo gol de mão e a incrível arrancada de Maradona há 40 anos, no México. Se o Messi vinha sendo o grande herói da campanha — esse foi o primeiro jogo em que passou em branco nesta Copa —, Julián Alvarez, o "Homem-Aranha argentino", fez um golaço para decidir no segundo tempo da prorrogação — Lautaro ainda ampliou a conta, enquanto Mac Allister e Ndoye balançaram as redes no 1 a 1 do tempo normal.
Embolo, expulso, deixou os europeus com um a menos no segundo tempo.
"Pelas Malvinas, por Diego e a última de Leo", como cantam os torcedores argentinos, a atual campeã mundial disputará com os ingleses a vaga na grande final na próxima quarta-feira. Quem passar, enfrenta o vencedor do duelo entre Espanha e França, que entram em campo na terça-feira.
Depois de sofrer nos dois primeiros jogos de mata-mata contra Cabo Verde e Egito, a Argentina suou ainda mais, agora nas quartas de final, contra seu primeiro adversário nesta Copa do Mundo do top 20 do ranking da Fifa. E a Suíça começou o jogo pronta para mostrar que daria trabalho, pressionando os argentinos e controlando a posse de bola. Isso até Lionel Messi tocar pela primeira vez na bola, aos 8 minutos.
O camisa 10 armou o primeiro ataque da Argentina, que ganhou dois escanteios seguidos. Na segunda cobrança, o craque cruzou na medida para Alexis Mac Allister abrir o placar — sua décima assistência na história das Copas, ampliando a liderança no quesito.
Apesar da vantagem, a Argentina não conseguiu impor o seu jogo e assistiu a Suíça trocar passes, mas sem oferecer grande perigo — o time sentiu falta do jovem Johan Manzambi, um dos destaques desta Copa, fora da partida por lesão no joelho. A principal chance da seleção europeia veio aos 31 minutos, em bola enfiada para Embolo, mas o goleiro Dibu Martínez saiu bem para ganhar a dividida como o atacante O primeiro tempo terminou com 57% de posse de bola para os suíços, que mantiveram o controle no segundo tempo.
Mesmo com a torcida transformando as arquibancadas em uma Bombonera, a Argentina não se encontrava em campo, parecendo desgastada fisicamente. Assim, a Suíça passou a crescer na partida e exigiu boas defesas de Dibu Martínez. Mas o goleiro não consegue salvar sempre a Argentina. Com boa troca de passes pelo lado esquerdo, Ndoye recebeu livre na área e deixou tudo igual aos 23 minutos da segunda etapa.
No momento em que o jogo era dominado pela Suíça, porém, Embolo colocou tudo por água abaixo. Já amarelado, tentou simular uma falta no meio-campo, levou o segundo cartão e foi expulso — inicialmente, o amarelo havia sido dado por uma infração de Paredes, mas o VAR, pela regra do erro de identificação de identidade, corrigiu a marcação para a simulação. Com um a mais, a Argentina, enfim, teve a posse de bola.
Aos 40 minutos, após belo lançamento de Paredes, Messi recebeu na área e tentou um chapéu no goleiro Kobel, que evitou o golaço do camisa 10 — o bandeirinha marcou impedimento em campo, mas, pelas imagens, a posição do argentino era legal. Depois, aos 43, Mac Allister perdeu uma grande chance de cabeça, de frente para o gol suíço.
Nos acréscimos, um chute de direita do Messi ainda tirou tinta da trave e Kobel fez grande defesa após voleio de Lisandro Martínez. Na prorrogação, foi ataque da Argentina contra a defesa da Suíça, que tentava sobreviver com um a menos. Os atuais campeões, então, reforçaram o setor ofensivo com Lautaro e Julián Alvarez juntos em campo, e a entrada de Thiago Almada pelo lado esquerdo. Na segunda etapa, Scaloni apostou também em Flaco López, centroavante do Palmeiras.
E a pressão deu certo com um golaço de Julián Alvarez que colocou a Argentina na semifinal da Copa. Nos acréscimos, Lautaro aproveitou sobra de jogada de Thiago Almada e fechou a conta: 3 a 1 para a Argentina e vaga garantida na semifinal.
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