Vice-presidente se manifestou pela primeira vez desde que Senado impôs derrota histórica ao governo Lula.
Alckmin lamenta rejeição de Messias ao STF e diz que Corte ficará desfalcada O vice-presidente Geraldo Alckmin lamentou nesta segunda-feira , em São Paulo, a rejeição pelo Senado Federal do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal .
Em entrevista coletiva, Alckmin afirmou que a decisão é negativa para o funcionamento da Corte, que permanecerá com um ministro a menos até nova indicação.
"Primeiro, quero lamentar a não eleição do Jorge Messias, porque é uma pessoa preparada, jurista, com experiência, com espírito público, uma vida dedicada ao serviço público. Mas, enfim, isso compete ao Congresso Nacional", declarou o vice-presidente. Alckmin falou pela primeira vez sobre a rejeição ao nome de Jorge Messias para vaga no STF após agenda em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo Alckmin destacou que a vacância no STF ocorre em um momento de elevada demanda processual.
"É ruim porque vai ficar com um ministro a menos, dez, num Supremo já sobrecarregado de processos", afirmou. Ele não deu detalhes sobre a possibilidade de um outro nome ser apresentado para a vaga antes da eleição.
"Eu acho que o presidente Lula está definindo sua nova indicação", disse o vice-presidente. LEIA TAMBÉM Questionado sobre os impactos da rejeição no relacionamento entre o Palácio do Planalto e o Senado, Alckmin minimizou eventuais desgastes e ressaltou o perfil conciliador do presidente da República.
"Lula é o homem do diálogo. O presidente se caracteriza pelo diálogo. Sempre é um bom caminho", disse. Derrota histórica do governo O Plenário do Senado Federal rejeitou na última quarta-feira a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal .
Essa foi a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitaram uma indicação do presidente da República ao Supremo. Rejeição ao nome de Jorge Messias repercute nos três Poderes Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 e uma abstenção. A votação foi secreta. O ministro de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta.
Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo. A nova indicação precisará ser validada pelo Senado. Messias é sabatinado na CCJ do Senado para vaga no STF — Foto: Evaristo Sa/AFP
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