As quadrilhas que estão levando terror ao interior de SP estudam a cidade, planejam rota de fuga e sabem até a rotina de policiais: 'Fica muito difícil para a polícia, mesmo que chegue num tempo exímio'.
Durante assalto em Botucatu, bandidos trocaram tiros com a polcia durante cerca de três horas
Ataques como esse se tornaram mais frequentes nos últimos anos, principalmente em cidades pequenas e médias do Sudeste. Investigações indicam que as ações são planejadas e também executadas por membros de facções criminosas, principalmente do Primeiro Comando da Capital . Normalmente, os alvos são agências bancárias ou transportadoras de valores. Em sua maioria, os assaltos ocorrem durante a madrugada, quando as ruas e o comércio estão vazios, além da presença policial ser menor. Vias de acesso ao local do roubo são fechadas com barricadas, e membros da quadrilha ocupam locais estratégicos para impedir a aproximação de policiais ou da população.
O grupo utilizou metralhadoras e fuzis, como a .50, capaz de derrubar aeronaves. Bombas foram lançadas para ultrapassar as paredes blindadas do edifício. À época, delegados brasileiros e paraguaios afirmaram que o crime fora organizado pela facção PCC. "É muito difícil o combate , porque eles têm a vantagem de ter uma divisão de tarefas. Há arrombadores, seguranças e piloto de fuga. As quadrilhas estudam rotas de fuga, fazem reconhecimento do local, têm uma logística especializada e atacam à noite. Fica muito difícil para a polícia, mesmo que chegue num tempo exímio", afirmou.
Segundo Brotero, esses grandes e violentos assaltos traumatizam pequenas e médias cidades do interior."Imagine uma cidade mais pacata, onde mal existem roubos, mas que é atacada por uma quadrilha disposta a tudo. O trauma que essas ações causam nas pessoas é muito grande", afirma.Esse tipo de assalto — quando um grupo criminoso toma o controle de uma pequena cidade para roubar — não é novo no Brasil.
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